Category: Writing

Faz escuro mas eu canto, um artigo por Washington Dell’Acqua

13/07/2020

Faz escuro mas eu canto

A arte teria o dom da profecia? Ou simplesmente ela se adianta ao seu tempo? Ainda que presa ao tempo e as circunstâncias é libertária, propositiva, incrivelmente indomável. A Bienal de São Paulo, prorrogada para 2021 por conta do isolamento provocado pela Covid 19, acertou na mosca ao escolher o tema geral. Acertar na mosca é ter pontaria. Ser certeiro. A temática escolhida de índole poética e pró-democracia diz “Faz Escuro mas Eu Canto”, verso do poema “Madrugada Camponesa” do amazonense Thiago de Mello, 96 anos.

O projeto curatorial, coordenado pelo ítalo-brasileiro Jacopo Crivelli Visconti, foi escolhido em 2019, antes dos estragos da pandemia e do caos político brasileiro. O hoje/agora sem dúvida  está escuro, nebuloso, indefinível, silencioso, igualitário (mesmo que mais mortal aos pobres). Sem respostas cartesianas, mágicas ou… terraplanistas. Mas o poeta  se opõe ao “escuro” e complementa imediatamente ao seu verso : “eu canto”. Cantar é resistência. O canto rejeita o imobilismo. Talvez ele seja mais audível e afinado aos ouvidos do que o grito. Cantar é reescritura da história.

Passo a escrever neste espaço com o intuito de apresentar o ambiente cultural da  paulistanidade. O que é a paulistanidade?. É ser paulista ou estar paulista nessa cidade multifacetada, cosmopolita, intensa, rica, pobre, feia, contemporânea, estranha e com um pulsante circuito de galerias de arte, centros culturais e museus, como o Museu de Arte de São Paulo (Masp)  dono de fascinante coleção de arte italiana, francesa, de Rembrandt, Tiziano, Van Gogh, arte africana, etc, e artistas brasileiros de projeção como Tarsila do Amaral. A Bienal de São Paulo, que na edição de 2021 tratará do “escuro” e o seu antagonista “eu canto”, já tem parte da lista de artistas definida.

Antes de entrar no assunto, proponho ao leitor descobrir ligeiramente o que é essa bienal que ocupa um grande pavilhão no popular Parque do Ibirapuera, em São Paulo. A instituição nasceu no projeto de um país que almejava sair da década de 1950 da condição de país agrícola e se firmar industrialmente. Ser o sonhado Brasil pujante. A bienal é reflexo da aristocracia paulista dessa época, principalmente do casal de mecenas italiano-brasileiros Ciccillo Matarazzo e Yolanda Penteado, donos de fabuloso grupo fabril. Um dos objetivos era resgatar o Brasil da “obscuridade” global. Introduzir a modernidade, no rastro da construção de Brasilia, a capital federal no centro geográfico do pais traçada pelo urbanista Lucio Costa e o arquiteto Oscar Niemeyer.

A Bienal cumpriu esse papel. Ela colaborou para jogar luz e glamour artístico sobre o emergente país sul-americano. É a segunda bienal do mundo, atrás apenas da Bienal de Veneza. O ineditismo aqui foi tão grande que ela exibiu a tour de force “Guernica”, de Pablo Picasso. Operação inconcebível hoje: tirar a grande tela do Museu Reina Sofia, em Madri. As 34 edições do evento projetaram o país – mesmo sob o período  da ditadura militar nos anos 1960-70. Dessa forma o público paulista se conecta há sete décadas simultaneamente com o que é exposto  nos  circuitos de Nova York, Londres, Moscou, Toquio, Paris, Buenos Aires, Mexico, Berlim, Cairo, Pretoria, Estocolmo, Pequim, Istambul…

Faz Escuro. O Brasil está no escuro. São Paulo igualmente. O país da bossa nova, dos três fusos horários, de 274 línguas indígenas e litoral de 7,3 mil quilômetros vive na obscuridade. Eclipsado. Sob o incógnito vírus e temores democráticos. O que não se vê se deduz. A arte a ser exposta na Bienal sugere solfejos. Uma das notas musicais de potencia sideral extrema poderia ser representada por um heroico e perene meteorito. Exato. É isso mesmo.

O meteorito Bendengó. O objeto espacial vindo do desconhecido e sob brutais ataques de forças cósmicas foi encontrado no sertão da Bahia em 1784. No Nordeste do país. Transportado por pesquisadores em 1888 passou a integrar o Museu Nacional do Rio de Janeiro. Estava no hall do prédio neoclássico, antiga residência do Império português. Em 2018 a instituição sofreu devastador incêndio. Dezoito milhões de itens históricos e científicos desapareceram. Bendengó suportou o fogo e encontrado entre os escombros. Ele é o símbolo, um obelisco de formas abstratas de ressurgimento do museu.

Bendengó, o 16º maior meteorito do mundo, deverá estar temporariamente na Bienal e resignificar a arte produzida por um conjunto de artistas de várias nacionalidades. Em torno de sua “luminosidade”, obras cantantes (afinadas ou não, audíveis ou não).

Outro ponto de convergência artística da próxima Bienal paulista é o abolicionista negro norte-americano Frederick Douglass (1818-1895). Ele é o primeiro cidadão afro norte-americano a ocupar cargo de alto escalão. Seu discurso de 1841, em convenção anti escravagista descreve sua experiência de escravo.

A fala contundente e perfeitamente construída virou hino pela igualdade, canto contra a obscuridade racista. Douglass fundou jornal, foi conselheiro de Abraham Lincoln. Emergiu como a pessoa mais retratada no século 19. Seus autorretratos, realizados desde os 23 anos, rompem o estabelecido. Fotografia é autoconfiança, dizia o escritor. As imagens evocam o olho no olho. Está escuro. Mas o corajoso Douglass vê o aqui e o além das fronteiras da ignorância. Sua performance fotográfica não é datada e estabelece diálogos atuais. Black lives matter.

Faz escuro. Mas um desgastado sino de 1750 terá outra jornada de glória na Bienal. Trata-se de um sino instalado numa capela na cidade barroca de Ouro Preto, no interior de Minas Gerais. O instrumento musical-religioso foi tocado às escondidas após o enforcamento de Joaquim José da Silva Xavier, chamado Tiradentes (1746-1792), ícone da luta da independência do Brasil de Portugal. O sino “subversivo” voltou a tocar em 1960 na inauguração de Brasília, quatro ano depois centro de poder ditatorial. Talvez não seja tocado na Bienal. Porque faz escuro. Mas a arte badala e dá seus sinais e pode estar mais viva do que nunca. Aqui e por qualquer outro quadrante.

34ª Bienal de São Paulo – de 4 de setembro a 5 de dezembro de 2021

 

Biografia

Washington Dell’Acqua é jornalista e produz desenhos. Atuou em jornais, revistas, sites e em museus de São Paulo. Especializado em artes visuais, cobriu edições das Bienais de São Paulo, Veneza e Documenta de Kassel. Escreveu colunas de artes. Expôs produção artística em coletivas nos anos 1990 e 2000.

¿La expropiación de Vicentín conduce al default de la deuda argentina? (por Ignacio Montes de Oca)


Ignacio Montes de Oca

 

¿La expropiación de Vicentín conduce al default de la deuda argentina?

 

Por Ignacio Montes de Oca

 

El gobierno venía negociando con los tenedores de bonos para evitar un default definitivo, cuando cometió un error torpe con Blackrock, el principal fondo de inversión del mundo y clave para llegar a un acuerdo. Todo tiene que ver con la expropiación de Vicentín y la obsesión ideológica de Cristina Kirchner y su delfín

El jefe, la jefa del jefe y el delfín que opera en las sombras

Mientras se negociaba con los bonistas, Alberto Fernández recibió un pedido de la vicepresidente Cristina Kirchner para avanzar sobre el Grupo Vicentín a partir de una deuda de 300 millones de dólares otorgados por el Banco Nación. El cuestionamiento en torno a las condiciones de otorgamiento y la sospecha de vaciamiento de la sociedad madre que pidió un concurso preventivo de quiebra, fueron vistos como una oportunidad por la vicepresidente Cristina Kirchner, que aún conserva el poder para imponerse por sobre quien se supone es su superior inmediato

Ante las primeras críticas, el presidente Fernández salió a aclarar que todo era una idea suya y que la había consultado con su vice. Esa aseveración confirmó lo contrario, más aun cuando los sectores ligados a la vicepresidente y su hijo Máximo se apuraron a aclarar en privado que aquella era una jugada política del clan Kirchner. La presencia de la senadora Anabel Fernández Sagasti junto al presidente el día del anuncio fue una confesión: la senadora está íntimamente ligada al hijo de Cristina Kirchner y el colocarla en un sitio tan privilegiado ese día no tenía sentido, salvo el de comunicar que la agrupación La Cámpora que obedece al primogénito era protagonista central de la decisión.

Para el sector más “chavista” del gobierno representado por la vice y su hijo Máximo, aquella expropiación era un negocio político con varias ganancias. Por un lado, agitó las banderas nacionalistas detrás de la consigna que la movida apuntaba a la “soberanía alimentaria” de la patria. Por el otro, permitió acusar a sus predecesores del macrismo de haber otorgado préstamos al grupo cuando no cumplían las condiciones para obtenerlo y de paso iniciar una causa por lavado de dinero contra el ex presidente Mauricio Macri y los directivos del grupo por medio de la Unidad de Información Financiera. Y, finalmente, mostrar iniciativa política de ese sector en momento en que la crisis económica y el hastío por la cuarentena más prolongada del planeta por la pandemia de coronavirus se reflejaba en una caída estrepitosa en la imagen del gobierno y una proporción  cada vez más numerosa de la sociedad se expresaba por medio de movilizaciones y cacerolazos.

Aquella épica duró poco al cuestionarse la constitucionalidad de la intervención preventiva ordenada por el ejecutivo cuando había un proceso de quiebra en curso en la justicia, cuando se supo que la mayor parte de las exportaciones del grupo Vicentín constituyen partidas de soja para alimentar cerdos chinos y que siete de cada diez pesos que le prestó el banco estatal al grupo fueron otorgados durante la administración de Cristina Kirchner. Pero eso le importa poco a la militancia más radicalizada del kirchnerismo, que cada vez expresa mas acuerdo con las posturas anti empresa de la vicepresidente y la gravitación que tiene sobre ellas la figura de su primogénito y sucesor designado, Máximo.

No todo es tan sencillo

El problema con Blackrcok comenzó a notarse cuando comenzó a disiparse el humo de los fuegos artificiales lanzados en el momento de anunciarse la intervención de Vicentín. Dentro de las empresas que incluyó en la futura expropiación hay unidades que no tenían problemas ni estaban concursadas. Entre ellas, Renova, que tiene dos grandes instalaciones en dos localidades de la provincia de Santa Fé. Una de ellas en San Lorenzo y otra en Timbúes.

La planta ubicada en Timbúes procesa granos de soja y la de San Lorenzo biodiesel para la exportación y procesa 500 toneladas diarias de soja. Casi toda la producción es destinada a la exportación.

Renova fue fundada en 1993 por el grupo Vicentín, pero luego tuvo por socio minoritario al grupo Molinos Rio de la Plata. Este socio se retiró del negocio en 2014 y cedió la mitad del 33% de acciones a Vicentín y a Renova. Con el paso del tiempo Renova aumentó su participación al 49% de la empresa a través de Oleaginosas Moreno SA. El 5 de diciembre pasado, Glencore aumentó su participación al 66% tras comprarle acciones a su socio.

La socia de Vicentín pertenece al grupo suizo Glencore, que es hoy el mayor comercializador de materias primas del mundo. El paquete accionario de Renova tiene varios socios, entre ellos el gobierno de Qatar y fondos de inversión. Entre esos fondos de inversión se encuentra Blackrock, que tiene el 6% de la propiedad de Glencore y es el segundo accionista detrás de los qataríes.

Es decir que, al haber anunciado que se avanzaba sobre los negocios del grupo, la presidencia argentina alentó la idea que iba por la parte de la empresa en donde Blackrock tiene intereses.

Aunque la empresa en problemas dentro del Grupo Vicentín no era Renova, el gobierno anunció que se la podía expropiar de todos modos. Si bien el decreto que ordena la intervención solo menciona a Vicentín SACIF, en los discursos se habló de todas las empresas del grupo y aquello tiene sentido dado que sin la sinergia de las otras unidades, la empresa madre es apenas un montón de deudas sin valor político y comercial alguno.

En las discusiones que comenzaron a repetirse en torno a la decisión de expropiar, quedó en claro que además el gobierno apuntaba a controlar el mercado de la exportación. Los funcionarios y más aun los que se agrupan en torno a Máximo Kirchner, empezaron a hablar de la necesidad de tener una “empresa testigo” estatal que ayudara a fijar precios y condiciones en ese mercado. Aquello era otro golpe para Blackrock y los otros accionistas de Renova, que a través de Oleaginosa Moreno se convirtieron en el principal actor de ese rubro.

Y el tercer desafío tiene que ver con una alternativa de salvataje financiero que podría haber evitado la expropiación. Glencore tenía vigente desde febrero una propuesta para hacerse con el control del Grupo Vicentín, lo que hubiese evitado el concurso judicial al aportar 325 millones de dólares que permitirían sortear la emergencia financiera. Pero esa oferta no fue considerada por el gobierno al avanzar en la expropiación con la excusa de “evitar la extranjerización”

Y todo esto mientras el ministro Guzmán intentaba convencer a los bonistas que acepten su propuesta para quitar capital e intereses y el presidente mexicano le explicaba al CEO de Blackrock que su amigo argentino tenía las mejores intenciones.

¿Qué diablos está haciendo el gobierno argentino?

El presidente Fernández no puede decir que la relación con Blackrock es un asunto de menor importancia. El 12 de mayo el presidente mexicano Manuel Lopez Obrador reveló que había recibido un llamado de su par argentino en el que le pidió que intercediera ante ese fondo para que aceptaran la propuesta de canje de bonos

Y cuando las negociaciones estaban en curso y ya bastante maltratadas por dos meses de postergaciones, los ejecutivos de Blackrock recibieron la noticia de la expropiación de Vicentín y la novedad que podría avanzar sobre su empresa. Tres días después del anuncio de Vicentín y aun cuando no se definía ni el alcance de la expropiación ni su viabilidad, Blackrock anunció que estaba lejos de alcanzar un acuerdo. Disociar un hecho del otro es imposible.

No se sabe aún si con la embestida  los funcionarios argentinos intentaron dar una muestra de fuerza o el clan Kirchner que pergeñó la movida solo es incapaz para entender la complejidad del mercado sobre el cual se estaban lanzando. Lo que lograron es arruinar todo lo conversado con Blackrock, cuya opinión influye en el resto de los bonistas

El fondo Blackrock, al igual que sus pares de Ashmore y Fidelity, no quiere aceptar el monto de quita que propone en ministro de economía argentino. Pretenden cobrar en efectivo los cupones e intereses antes de proseguir un arreglo. La diferencia con el otro grupo de bonistas liderado por los fondos Greylock y Fintech podría aceptar una quita, pero siguen reclamando garantías que el gobierno argentino no termina de definir. Entre las posturas de unos y otros, hay 3.000 millones de diferencia.

Por ser el mayor fondo de inversión del mundo, la postura que adopte Blackrock sería seguida por un mayor grupo de tenedores de bonos, que suelen confiar en el equipo de negociación del gigante que construyó su prestigio con posturas e inversiones más sólidas que sus competidores. Y de su veredicto sobre la Argentina, muchas de las decisiones de inversión qe podría y necesita recibir la Argentina para recuperarse de una capida del 10% de su PBI desde enero de 2020.

De allí que el modo en que los argentinos se sentaran frente a ese grupo resultara tan crucial. Y por eso el asunto Vicentín tiene el potencial de dinamitar cualquier postura conciliadora de ese fondo.

Pero además, el avance del gobierno trae dos consecuencias adicionales: deberá aumentar su déficit del gobierno al hacerse cargo de los pasivos de una empresa que alcanzan los 1300 millones de dólares. Al mismo tiempo, que la actitud hacia las empresas privadas y nacionales y extranjeras espante nuevas inversiones, lo cual supone proyectar menos ingresos en divisas y quizás menor actividad en el sector del agro que se podría resistirse a ser parte de un mercado que pudiera ser dominado por una compañía estatizada. Y que, además, sería dominado por las huestes de Máximo Kirchner que insisten en presentarlos como un enemigo de la patria y amenazarlos con nuevas expropiaciones y recortes a sus ganancias.

Si el gobierno argentino se declaró en default técnico en mayo por afirmar que no podía pagar 503 millones de dólares del vencimiento de un bono ¿De dónde sacaría los 1300 millones que demandaría la aventura nacionalista en Vicentín?

Esto lleva a otra pregunta ¿Si tienen dinero para salvar una empresa porque no lo tienen para pagar en tiempo y forma los bonos que acaban de vencerse?

Es cuestión de números y perspectivas, ya no solo de avanzar contra uno de los bonistas que reclaman el pago. Y si se quiere, en un análisis más fino, la expropiación representa una rotura de contrato de respeto a la propiedad privada en la que se incluyen el dinero invertido en bonos argentinos. Un movimiento nacionalista tan dramático tiene efectos extremadamente profundos sobre todo el escenario económico futuro de la Argentina.

El daño ya está hecho. El mayor fondo de inversión, el mayor trader de materias primas y la mayor planta de molienda del mundo de un lado y el mayor default del mundo del otro Todo en medio de una cuarentena record usada como excusa para expropiar. Argentina es tierra de records y no para su carrera hacia un lugar que nadie conoce aún, pero que no pareciera ser el paraíso del desarrollo.

De nuevo: mientras el ministro Guzmán rogaba a Blackrock que influyera en otros bonistas para resolver el tema de los bonos, el presidente Fernández anunciaba que les expropiaría su unidad de negocios en Renova o que, al expropiar la empresa madre, se sentaría en el directorio para influir en las decisiones de la compañía con un peso desigual ya que tiene la posibilidad de establecer las reglas de juego del sector. En los dos escenarios, es una provocación que en el mundo de los negocios no pasa desapercibida. Considerando que Vicentín mueve anualmente hasta 4 mil millones de dólares en exportaciones y que parte de ese negocio se enhebra con los de Renova, se trata de una decisión que implica mucho dinero. Y en los negocios, cuantos más ceros más peso tiene el problema

Y queda ver si Blackrock va con su reclamo por el pago de los bonos ante la corte de New York y con ello rompe definitivamente la mesa de negociaciones, además de convertir en un paria a la Argentina. De hecho, el país ya es una paria, pero todavía hay un escalón más debajo de la desesperante situación en la que se encuentra y que se daría con un default y un juicio que incluyera embargos y cierre de mercados como represalia. Hay corsos de carnaval más organizados que los Fernández

Sucede que si caemos en default las exportaciones van a verse afectadas sin importar que se trate de carne, granos o biodiesel. Para exportar necesitamos inversiones que se harían más difíciles en un contexto de default. Por donde lo mires, la expropiación de Vicentín fue un mal negocio

 

Acerca de Ignacio Montes de Oca

Life Under Lockdown, an article by Jessica Rydill


(Image: the meadows near our house)

 

25/06/2020

Life under Lockdown by Jessica Rydill

I may have had the virus, but I don’t know, and won’t know until they make antibody testing more widely available in this country. It’s possible I picked it up on a visit to friends in London in late February, when we attended a packed exhibition at Tate Britain on the work of 18th century artist, visionary and writer William Blake.

Some time after returning to Bath, my husband and I came down with what seemed like two odd viruses: one gastro-intestinal and the other causing a cough. Neither of us was seriously ill, but the viruses were noticeably unusual, and we lost our sense of smell.

In my case, the cough persisted for a long time, and there were episodes at the start where I coughed so badly I nearly passed out. I went to the doctor twice, and there was no evidence of problems with my lungs, but the cough persisted for months afterwards.

It is possible that it was a different type of coronavirus, not COVID-19 at all; there is no way of knowing. But what happened was that in late March, a week before the government put the whole country into lockdown, Stephen and I decided to self-isolate because we are in a high-risk category.

This meant that we stopped going out, except for exercise, and started to order our shopping online. We also bought some antiviral snoods, rather odd tubular things that you pull over your head and which make you look a bank robber in a stocking mask.

In the end, we remained under lockdown from late March to mid-June. We were not in one of the groups instructed to shelter by the government, but we were extremely fearful.

It is difficult to sum up the experience, but I think the word “terrifying” is apposite. We did not experience great hardship, like some people. We have not lost anyone dear to us, though friends have; but it is impossible not to recognise that something has happened, not just to England but to the world.

What do I think of? How kind some people were, especially at the outset. Our younger neighbours sent us notes offering to do shopping for us. The local pharmacy delivered our medications for a nominal charge. One neighbour brought round armfuls of bluebells from her garden. Every Thursday, we stepped out the front door to “clap for carers” and said hello to our next-door neighbours.

This was important for morale because apart from the odd visit to a local shop at the very beginning, we saw nobody.

At first, we could not for love nor money get our groceries delivered by any supermarket. They were all booked solid. And everywhere was cleaned out of loo roll, hand sanitiser, and staples like pasta and rice. A kind of mass hysteria set in and there were scenes on TV and social media of people fighting in the supermarket aisles, and of empty shelves.

Because we live on the edge of the countryside, we were able to place orders over the phone with local farm shops, and drive there to pick up our shopping. They would emerge from the store with a box of food and put it in our car boot. It all felt absurd, and exciting, and slightly frightening.

My mental health dropped off a cliff because though I see a therapist on a regular basis, the start of the lockdown coincided with the Easter break. After that, consultations continued by phone, but the three weeks of the Easter/Passover holiday were not good.

I was fairly convinced that I must have the virus, and that I was going to die. I spend quite a lot of time worrying about dying, and always have. This time, it felt like a certainty.

In fact, there have never been high levels of infection in this area, and relatively few deaths. But what one became aware of was other people dying, and the daily death toll; the reporting by government figures on television, and the bravado of the Prime Minister until he too became seriously ill.

And it was strange how people online turned to plague mythology and tropes. To reading The Plague by Albert Camus and The Journal of the Plague Year by Daniel Defoe.

(Image: Lormes and friends by Seed Arts)

I own two tiny figures made by resin artist Seed Arts that she calls Lormes. They are miniature versions of the iconic figure of the Plague Doctor, named after Renaissance French physician Charles de Lorme. Somehow, I found these tiny figures comforting, as if they had apotropaic properties, and was slightly distressed when I dropped one on the floor and couldn’t find him.

It made me aware once again how important culture and art are at a time like this. And we learned how to talk to friends via Zoom and Skype, so that we could have meetings and even birthday parties!

But the isolation played on us. We started to become reluctant to leave the house. To begin with, we had ventured out into the beautiful meadows at the rear of where we live, and tried to walk reasonably often. As the lockdown continued, we seemed to spend more and more time asleep in the daytime, and to stay up all night until long past dawn.

The astonishing peace and lushness of the countryside was noticeable, together with the flourishing of birds, animals and insects in the absence of humans. There were many fewer cars driving past out house; and once we went out for a drive and saw the city of Bath looking emptier than it had ever before.

And then the news came out about Dominic Cummings. The government’s chief adviser and the eminence grise to Boris Johnson. He had driven up to Durham with his wife, who was ill with the virus, and their children. He had stayed on his parents’ property and gone on an experimental drive to Barnard Castle to test his eyesight.

After that, it seemed somehow the government could no longer sustain the lockdown. It seemed as if they would do anything to preserve the reputation and status of this unelected individual, who refused to resign though in clear breach of regulations he himself had instituted.

What frightens me is the thought, however fugitive, that in order to justify their position, the government might have moved to relax the lockdown rules earlier than they would otherwise have done. Or because the public mood had shifted drastically due to Cummings and his excursion.

Politics can’t be left out of this altogether. This country has had an exceptionally high death rate for its size. And there is clear evidence that old people were discharged from hospital into care homes, where they infected other residents with the virus, and many died.


(Image: Empty Bath)

The government were supposed to be shielding these people. And in some instances, hospitals refused to treat gravely ill people who were suffering from conditions that were not coronavirus; they were sent home, and they died.

Though hospitals have been undoubtedly dealing with impossible circumstances, such as years of government underfunding of the NHS, and a lack of the PPE needed to keep their staff safe, it seems as though people have died who should not have died. They should have been protected.

Several of us whose parents died in recent years admitted that we were relieved that neither they nor we had to live through this crisis. But other friends did lose a parent; and there must be thousands of people across Britain (and the world) whose lives have been affected, and changed, by the virus and how it was dealt with.

Don’t even ask me about Trump or Bolsonaro.

So the current state of play is: not dead yet. We have started to emerge from lockdown. But we will be wearing face masks in the shops, even if people give us funny looks. And they do.

Whatever the government predicts, we will move at our own pace. But not everyone has that luxury, and that is wrong. No-one should be forced to return to work without adequate protection.

There has been something about the lockdown that is irreducible, impossible to capture. The incredible stillness of the fields with long grasses and wild flowers in the meadow. The silence. The city of Bath almost empty of cars and people.

It’s like a warning. A wake-up call. We live and die, we stand or fall, together. Or as Tom Lehrer said, “We will all go together when we go.”

 

About Jessica Rydill

Jessica Rydill is a fantasy author from the west country in England. Her first novel, Children of the Shaman, was short-listed in 2001 for the Locus award for best first novel.

Part 1 of Interlitq’s Feature on Californian Poetry to be Published Soon

24/06/2020

The first ten poets for Interlitq’s Feature on Californian Poetry have been announced. The foreword has already been published and work from the following poets will be featured in Interlitq soon.

Rae Armantrout
Bart Edelman
David Garyan
Suzanne Lummis

Glenna Luschei
Bill Mohr
D.A. Powell
Amy Uyematsu
Paul Vangelisti
Charles Harper Webb

Bruce Willard

Gail Wronsky

The poetry will be accompanied by visual art from Guest Artist Mahra A.

 

The Editors

Peter Robertson, Founder of Interlitq
David Garyan, Italy Editor at Interlitq